10 de setembro de 2013

Vestido de Negro

Desculpa,
desculpa se, na realidade, eu não era quem tu esperavas que eu fosse…
Desculpa,
desculpa se, nem sempre, era clara e concreta…
A vida, por vezes, surpreende-nos e traz gente para junto de nós quando menos esperamos, gente que valoriza cada momento, cada gesto… cada tudo! É essa gente que nos faz pensar sobre a veracidade de cada momento, sobre a ideologia que criamos do real! Sim, porque nem sempre as coisas correm como nós queremos (infelizmente…).
Não fazes ideia do que eu dava para estar envolta no teu abraço, no teu ser tranquilizante. Cada sílaba tua é algo que me preenche. Sabes bem que são momentos assim que me fazem lembrar e esperar pelo próximo – mas qual próximo? Pois… é verdade!
Agora vais à tua vida que eu vou à minha, ? Pois bem, parece que sim… Além do mais, como sempre, tudo dependeu de mim. Sim, “hurray” para a minha capacidade fantástica de ser extremamente defensiva.
És um grande amigo e não quero perder a tua amizade, por nada… sim? A vida ensina-nos como e quando devemos preservar as pessoas… e eu não quero que te ausentes, não por muito tempo (pelo menos). Não, não me vou esquecer daquele momento… não por memorizar datas mas sim pela maneira como os teus lábios pediam mais, pela serenidade dos teus olhos a fixarem o meu olhar. Os teus dedos a passarem-me pela pele, o teu toque… Relembro tudo com muito afeto pois sei que tens um enorme coração e és quem és graças a ti mesmo, à tua experiência de vida. Nunca desejei de ti aquilo que não me pudesses/quisesses dar, e tu sabes disso! Só te peço que não te esqueças que tudo começa com pequenos atos. Sim, eu sei que vens regularmente aqui, ver o meu estado de espírito… certo? Eu estou bem! Sim, bem por ter pessoas como tu na minha vida.
Que mais poderia eu desejar? Ainda hei-de descobrir o quê…

Não de sempre, mas para um além! E*

5 de julho de 2013

tâmara, a florentina

"Procurei me manter afastado mas você me conhece, faço tudo errado.", uma das coisas mais acertadas que eu já fiz foi aceitar esta força que nos une, desde o início! "Tudo começou, há um tempo atrás... na" universidade, "o destino te mandou..." só para mim!
Gasto muitas palavras em vão e, quando as quero usar fico sem inspiração. Antes que me adiante e isto se prolongue: existem boas e más pessoas. No meu ponto de vista, as más devem ser preservadas por nós. As más, como assim? Ao preservares as más terás algo para moldar ao teu ser. Sim, preservar as boas também está nos meus planos, é por isto e por tudo o resto que não quero que desapareças.





"Não existe cedo ou tarde, não existe tempo certo ou errado. As coisas acontecem quando tem que acontecer."

4 de julho de 2013

o fim, será?

Na verdade, o que eu queria dizer era um "até já" e não um "adeus". Nem sempre me expresso com as palavras certas mas isso não faz de mim melhor ou pior pessoa (se calhar até faz!). Tenho pensado no horizonte como uma meta, tenho querido alcançar infinitos e, o que é que eu recebo? Nada... absolutamente nada. Aquilo com que sonhei, aquilo que idealizei para um futuro está agora a flutuar contra a maré, como se todo o meu esforço tivesse sido em vão. Nem quero acreditar que uma ideologia possa acabar assim. E os meus projetos, os meus planos... onde ficam? Aqui não é, nesta realidade crítica. Crítica é a minha situação que, de tudo um pouco sonhei e nada obtive... muito menos realizei. Tenho pena, muita pena mesmo, que isto possa ser um fim daquilo que nem teve início, por assim dizer! Quero mais, muito mais... não quero chegar às barreiras e ter medo de saltar! Quero saltar, quero tropeçar e cair! Porque aí... aí eu saberei quem está do meu lado pronto para me apoiar! Aí eu serei capaz de me erguer e continuar.
Sim, porque tudo o que é bom tem um fim e, consequentemente, foi bom enquanto durou. Não deixarei de sonhar só porque não consegui agarrar esta ambição com unhas e dentes. Se algum dia deixar de sonhar será porque não fui capaz de realizar aquilo que esperava de mim. As ideias são teorias muito fáceis, o problema é passa-las à prática. Antes de mais, o que se constrói permanece, como as ruínas de uma casa abandonada... à espera que, com o tempo, alguém a faça nascer de novo.
"Tudo vale a pena, quando a alma não é pequena" e, apesar de tudo... tudo valeu a pena! Nem que seja pelo simples facto de ficarem para sempre comigo recordações daquilo que eu não quero que tenha fim, daquilo que, para mim, é o ideal. Pois bem, nem tudo acontece quando nós queremos... muito menos como queremos.

2 de julho de 2013

pocoyo



A nossa amizade é como uma recta, não tem ponto de princípio nem ponto de fim. É como as gotas da chuva, que pisam suavemente o chão, fazendo diversas melodias; é como a brisa do vento, que soletra segredos por entre as folhas de um arbusto; é como o  vaguear de uma borboleta, que percorre a imensidão do mais puro... é natural.
As apresentações dispensam-se quando o mais importante já foi conquistado, desde o primeiro momento, na troca de um olhar, em tons de brincadeira.
Com amizades como esta, quem é que precisa de se questionar sobre o tempo?

pelo andar da carruagem

A vida é mesmo assim, cheia de cenas, construídas pelos momentos, pelas lembranças, pelas recordações e por tudo aquilo que possamos ser capazes de possuir. De facto, cada um tem a sua maneira de pensar, o seu lado de ver as coisas. Mas, porém, existem sempre aquelas pessoas que por mais que tentem não conseguem divergir uma da outra, como se uma força sobrenatural as unisse. Para além do mais, a telepatia é algo que nos possibilita conhecer alguém, não exteriormente mas sim num simples jogo metal, no qual nos apercebemos do verdadeiro significado dos pensamentos. Quem somos nós a não ser aquilo que pensamos criar, aquilo que tencionamos desenvolver, tornar teoria na prática, por assim dizer? Simplesmente porque "o valor das coisas não está no tempo em que elas duram, mas na intensidade que acontecem" (FP).
E tudo podia ser tão mais simples se não fossemos meros objectos, criados apenas para complicar, para tentar comandar aquilo a que chamamos de mundo. Sim, porque é só tentar... tendo em conta o rumo que isto leva. Mais importante que isso tudo é que, independentemente, de tudo o que se possa passar à nossa volta vamos ser sempre seres com a necessidade de amar, com a vontade de querer dar e receber, de querer partilhar olhares e abraçar sorrisos...vamos apenas ser necessitados de algo mais que, por ventura, nos completa.

17 de abril de 2013

vezes sem conta

Já não é a primeira vez que me questiono mas, ultimamente esta pergunta é muito frequente: porque é que ages assim? Sinceramente, acho que ninguém te compreende.. nem mesmo tu! É triste quando se perde aquilo que se mais ama mas, mais triste ainda, é repetir isso vezes e vezes sem conta.
Acredito que de todos os momentos passados lado a lado, são mais os melhores, os inesquecíveis, que aqueles menos bons. Apesar de tudo isso, foram esses pequenos momentos menos bons que estragaram tudo! Sim, porque não soubeste valorizar aquilo que era teu, enquanto o tinhas!
Fazes ideia de quantas pessoas gostariam de ter alguém assim na sua vida, alguém capaz de tudo por elas? Penso que não, é que não podes fazer ideia mesmo!
Se já não soubeste valorizar antes, como é que esperas fazê-lo agora? Um conselho: deixa que se libertem de ti, deixa a felicidade abarcar na vida de quem não foste capaz de fazer feliz, sem estragar tudo. 

10 de abril de 2013

necessidade ou quê?

Sempre precisei da tua presença para ser feliz, sempre precisei da tua sabedoria para tomar as mais fugazes decisões, sempre precisei de ti. Desde que aqui estou que sinto que tudo aquilo que me rodeia é pouco (ou nada) relevante. Tudo isto acabará um dia e eu não serei capaz de dizer adeus e continuar em frente. Só queria poder juntar as duas vidas que me pertencem, só queria desvendar os mistérios que te envolvem em mim, quando te recordo. São coisas que nem eu sei porque é que existem... Mas, um facto é que existem! Por existirem fazem com que a minha cabeça ande numa completa batalha, entre o que está certo e o que está errado! Neste momento, são 03h52 e ainda estou a pé... e, porquê? Porque em vez de estar a estudar Matemática II, que tenho frequência amanhã, estive foi a ver mais um episódio da série "Californication" e a rever algumas fotografias. Isto parece doentio!

6 de abril de 2013

ópio



  • A cabeça pensa aquilo que a mente imagina e, o corpo limita-se a agir.
  • Nada é mais belo que aquilo que possamos pensar e/ou idealizar.
  • Tudo o que acontece no exterior já sucedeu no interior.
  • Só somos complexos aquando de criar novos ideais.

28 de fevereiro de 2013

alguém

Saber dar valor é das coisas mais importantes que nós podemos fazer, pelo menos nos dias de hoje. As amizades são maneiras de nos mantermos ativos com o meio social. Gostar de alguém é fácil e esquecer aqueles momentos, fácil? Nem por isso. Independentemente de este ser o teu último ano cá (primeiro que estivemos juntas) espero que corra tudo bem e que tenhas muito sucesso. Beijinhos, minha batatinha. :)

15 de janeiro de 2013

depois do hoje


Simplesmente porque eu não sei o que vai acontecer a seguir. Decerto, que gostaria de saber o que vem depois, todos nós gostaríamos mas, isso não é possível. Nunca foi! Porque é que tudo aquilo que eu quero (ou desejo) se resume única e exclusivamente a um sorriso de uma pessoa? A verdade é essa! Não sei porquê e já me fartei de tentar perceber… Apenas sei que é isso que eu quero, apesar de não ter certezas de nada esse é um facto real e que me põe cada vez mais a sonhar. Não direi que sonho todas as noites, mas sonho quase todas! Uma coisa fantástica é que em quase todas elas em que sonho aquela pessoa está mais presente que nunca! Como se pertencesse ao meu interior de uma forma que nem eu consigo controlar! Sim, existem coisas que não conseguimos controlar em nós e esse sentimento é uma delas. Na verdade, não quero controlar nada. Quero sentir aquilo que nunca senti, quero saborear os momentos como eles são, sem nunca os determinar. Apenas soletrar uma palavra sem esperar correção! Será que ando a ver demasiados filmes e estou a confundir a realidade com a ficção? Bem, isso não é impossível. É, de facto, bem provável! Mas, de onde surge a ficção? Penso que seja na necessidade de alterar a realidade! Se temos a hipótese de alterar a realidade porque é que não o fazemos? Até parece que ficamos à espera que chegue a nossa vez para sermos ficção! Sim, sim… mas não. Quero lá saber da linguagem, quero muito menos saber daquilo que os outros vão achar! Quero é saber da realidade. Nós somos os espetadores daquele filme fictício ao qual chamamos de “vida própria”. E que tal, mudar um pouco as coisas e tornar real aquilo que queremos? Não custa, basta tentar!

18 de dezembro de 2012

com o pé direito, num mar de ilusões.


Conquistas os meus dias com um simples sorriso, quebras o gelo com um simples olhar. Um mero soletrar de saudação é capaz de valer mais que um postal, ou até mesmo que uma carta. Acordei e estavas mesmo ao lado, a esboçar um sorriso. Questionei-me (várias vezes até!) sobre a veracidade daquele momento, não poderia ser real. De repente, num fugitivo piscar de olhos, desapareceste... Já não estavas mais ao meu lado, junto a mim, corpo com corpo. Para onde foste? Deves ter voltado para o mundo da fantasia. Pessoas como tu não pertencem a um mundo tão decadente como este. Agora, estou em dúvida... Será que o mundo é assim tão decadente que não possas cá permanecer? Penso que só te cabe a ti decidir. Só te peço uma coisa, nunca me tires as recordações que dos momentos ficaram.

11 de dezembro de 2012

Aquilo que uma pessoa sonha



A população em geral vive incompreendida, quer dizer, sente-se incompreendida pelo mundo! Qual a razão disso? A razão é deveras simples que nem nos questionamos. Simplesmente, cada um de nós tem a sua maneira de pensar e a sua maneira de ser, o que é extremamente fantástico. O facto de sermos todos iguais (ou semelhantes) exteriormente faz com que o nosso interior se diversifique sem extremidades previamente definidas ou ditadas por alguém. Ainda em feto a nossa personalidade já se define, como se houvesse alguma capacidade sobrenatural que penetra no nosso cérebro fazendo com que nos transformemos de modo a que sejamos capazes de enfrentar os problemas futuros com os quais nos deparamos à medida que o tempo passa, à medida que nos desenvolvemos, que crescemos. Somos seres sujeitos a alterações condicionados pelo meio que nos envolve. Já no ventre das nossas mães somos condicionados pelas atitudes delas, o que começa a definir a nossa própria personalidade, a nossa entidade. Pelos conhecimentos comuns, todos nós sabemos que existem pessoas com certos dons (uns para cálculos outros para música, etc). Essas são pessoas que tiveram a constituição de um cérebro "mágico", um cérebro com um poder extraordinário, um poder que os torna únicos e especiais, de certa forma. Nunca te questionaste sobre a evolução da tecnologia ou sobre o aparecimento das fórmulas matemáticas? É claro que já. Agora, diz-me: achavas-te capaz de desenvolver isso? A grande maioria não mas, é mesmo assim. A evolução da tecnologia e o aparecimento das fórmulas matemáticas apenas acontecem porque as pessoas se diversificam numa imensidão que origina a questão sobre as coisas, fazendo com que surjam necessidades para o Homem. Essas necessidades são saciadas  pelos cérebros genuínos que criam/inventam definições, o que nos possibilita a vivência conjunta num mundo minimamente organizado.

5 de dezembro de 2012

determinantes



Por vezes questionamos o tempo sobre a realidade dos factos mas, isso está errado. Os factos acontecem porque tomamos decisões e são essas decisões que nos definem, que nos transformam nas pessoas que somos. Nem sempre escolhemos o caminho certo mas, uma certeza é que nunca deixa de haver rumo, nunca podemos dizer que nos sentimos perdidos, sem razão de viver. Como é que num momento somos isto e aquilo e existimos por todas as razões e mais algumas e depois, numa brisa fugaz passa-nos algo pela cabeça e ficamos sem saber qual o nexo de tudo o que nos rodeia. A definição existe com base nas deduções que conquistamos, quer seja numa troca de olhares ou num soletrar de uma palavra, é simplesmente feita por uma infinidade de realizações. Quem conquista somos nós, os lutadores, aqueles que procuram um "final feliz", por uma coisa extremamente fantástica, que nos preenche na totalidade. A nossa razão de existir é sempre a mesma: temos objetivos, metas a cumprir e não podemos considerar que isso não seja nada ou que seja esforço em vão. Nada é em vão, nada acontece por acaso. Os acontecimentos sucedem porque os determinamos a isso, mesmo que não tenhamos certeza do rumo que tomámos no passado... Um facto é que só podemos viver o presente quando aceitarmos as nossas escolhas feitas no passado. Tal como o futuro! Porque é que nos preocupamos com o dia de amanhã se não aproveitamos o dia de hoje? É claro que temos de ter um ponto que nos defina e nos faça seguir pelo caminho mais certo mas, não nos podemos determinar, deixando de agir no presente com medo das reações do futuro. Apenas temos de deixar as coisas acontecerem, pois só acontecem com a "nossa permissão". Ninguém decide por nós, aliás "cada um faz a cama onde se deita".

29 de novembro de 2012

resto, soma ou subtração?


De onde apareceste?



Daria um segundo do meu tempo para receber um carinho da tua atenção.
Só queria rever a tua face, continuar os rabiscos de ti que formei na minha imaginação.
Não me possibilitas uma carícia, mas soltas-me um abraço. Prendes-me no teu sorriso, fixando o teu olhar. Que encanto.


27 de novembro de 2012

imitação rasca de mim



Quem disse que eu tinha de usar maquilhagem?
Quem disse que eu tinha de usar saltos altos?

Quem disse que eu tinha de vestir saias?

Quem disse que eu tinha de satisfazer?



Tenho pena de quem se considera alguém só aos olhos dos outros, de quem não se reconhece ao natural. Levantam-se e, antes de saírem de casa, uma das coisas mais importantes é a maquilhagem. Para quê? Então, diz-me lá com sinceridade... De que serve a maquilhagem se tu mesma não te sentes confortável como és? A maquilhagem não muda a realidade, apenas altera o teu físico. De que te serve mudar o físico se a tua personalidade continua rasca? E que tal começares por mudar as tuas atitudes? Bem mais trabalhoso, não é? Para começar, quem és tu? Ah, não sabes? Valoriza mais os teus atos, a opinião dos outros só te ajudará a progredir enquanto pessoa a partir do momento que te encontrares.






Fico melhor de maquilhagem?
Preferes ver-me de lentes de contacto?

Gostas muito do brilho natural dos meus olhos?


Agradeço, a sério que sim. Mas, não há nada melhor do que sentir-me bem comigo mesma.

19 de novembro de 2012

União

A escassez de um sorriso fez com que se fundisse uma enorme onda de satisfação sempre que os olhares se cruzavam. A maneira como aqueles olhos brilhavam assemelhava-se ao brilho do sol no mar, quando sereno e sem revolta. Quando as ondas batem nas rochas forma-se uma espécie de espuma branca que, mais uma vez, remete para a intensidade daquela troca de olhares. Raramente isto seria comparado mas, era quase como se levassem os olhos a leilão e trocassem! Como se fosse possível penetrar no olhar de uma pessoa e nunca mais de lá sair. De olhar fixo, de mãos dadas, de lábios cruzados e de cheiros fundidos, duas almas tornaram-se numa só, uniram-se. Como se fossem dois corpos cremados, unidos na mesma vasilha de cinza.


Uma voz soou, por entre um ouvido. As lágrimas escorriam face abaixo. Sim, já sentia saudades daqueles que é o meu mundo, daquela que é a minha realidade. Alcançaria o infinito se tudo o que me faz bem me acompanhasse nas minhas aventuras e escolhas. Tenho pena que de um sorriso conquistado e de um olhar gratificante não sobrasse nada, mesmo nada! Nem um esboço...

2 de novembro de 2012

Conquista

A doença da sociedade que me rodeia, as ondas de mau ambiente transformaram-me num enfermo... Não me consigo mexer! Dou por mim presa numa cama do Hospital. Como? É tudo tão inexplicável. De repente, acordo. Estava na sala, deitada no sofá... Computador no colo e telemóvel ao lado. Interessante. Tudo, de um momento para o outro, voltou àquilo a que chamamos de realidade.
Tirem-me daqui, pode ser? Ausentei-me...
Já no meio da rua uma senhora de idade perguntava-me se eu estava bem.. Sem perceber, dizia sempre que sim. Afinal, não! Tinha uma enorme mancha de sangue no braço. Como me cortei? A fazer o almoço, de certeza! As batatas estão a fritar, o arroz já está cozido.. Ah, já só faltam os bifes! Vamos, vamos... Toca a cozinhar!


Navego por milhares de sentimentos, sozinha no barco da emoção. Perdi-me no teu olhar para me encontrar no teu sorriso. A cada pormenor, a cada passo que avanço no meu caminhar, dou por mim a admirar a tua feição. Cada ruga, cada cabelo não enquadrado no linear dos outros, cada jeito/gesto teu... Que características eu gostaria de alcançar.


1 de novembro de 2012

Interpretação?

Tencionava embarcar contigo naquele avião. Abarcar o infinito, ao teu lado, e procurar a conquista do mais desejado. O que será, neste momento, o mais desejado? Tocar nos teus lábios, percorrer a tua alma ao mais pequeno pormenor, permanecer em ti até ao fim do dia, ver o pôr-do-sol entrelaçada nos teus braços, apenas estar junto a ti.
Partiste e nem uma lembrança deixaste ficar. Fiquei cá, só... Sem ti, sem nós, sem nada... Apenas eu!
Olhava à minha volta e tentava perceber o porquê de aqui continuar se já não estavas presente no meu mundo, queria-te a ti e só a ti, a mais ninguém... A mais nada. Continuo sem entender o que me prende a este mundo... Se, tudo aquilo que eu quero/preciso, não está aqui, comigo.

Onde ando eu?

O pensamento já vai longe. Caminho sozinha, a pé... Mas, como aqui cheguei? Nem bilhete comprei! Tenho de esperar na fila? Tenho de perguntar a alguém o que fazer, preciso de ajuda... Esta realidade é uma novidade. Sai da fila, precisava de ir à casa de banho. Papel, onde há papel? Soltei mais um espirro. A doença apoderou-se agora do meu corpo. Este mundo é doente e eu já estou igual, ou pior.
Aquilo que sinto é menor que o meu pensamento? Não sei, talvez. Quem sabe?
- Eu, eu... Eu sei! - ouvia-se uma voz ténue, no meio da multidão.
- Tu? Mas quem és tu? - perguntei, com um sorriso.
- Eu sou aquilo que te faz acreditar e lutar pelos teus sonhos, sou a tua força interior, a tua vontade de...
Sim, a minha cabeça estava feita em água, como se nela habitasse uma enorme família, uma multidão de crenças, sentimentos, desejos, sentidos, emoções, TUDO!
Massa cinzenta, oh massa cinzenta... Porque és tu tão complexa? Simplifica as tuas ideias e abrange novos horizontes... Não era má ideia!
Bom? Bom era viajar, ser uma viajante de pensamentos. Chega de ser turista da realidade!

11 de outubro de 2012

AM I PERFECT? OH YES, I AM!





A perfeição não existe, longe disso.
O que há, na realidade, são pessoas que apenas existem, portadoras de um dom. Esse dom desperta algo que não se pode qualificar, só se tem a perceção de que é algo bom... Algo que é extremamente magnífico. Como que sendo um sentimento ou um estado de espírito que completa a imperfeição, com atos ainda mais imperfeitos. Já na Matemática, menos com menos dá mais! Daí o interessante da coisa! :)
Nem sei bem o que estou para aqui a escrever, apenas sei que esta nova etapa da minha vida me tem feito crescer, me tem feito dar valor àquilo que eu julgava não ser importante para mim! Agora sim, eu dou valor a tudo aquilo pelo que já passei, a tudo o que já vivi! Até pareço uma velha a falar! Mas é a verdade, o tempo não pára e eu não vou dar mais nenhum passo em vão. A partir de agora todo o meu tempo será contado. Vou arriscar, vou-me aventurar, apenas vou continuar a ser eu mesma! Há quem goste, tipo... eu! ;) Não quero agradar a ninguém, apenas quero que percebam que a vida é um jogo! Quem é que quer ficar de fora? Nobody!  Bem me parecia... Queres jogar comigo? É na boa. Não queres? Temos pena, vou jogar na mesma!

26 de julho de 2012

José Trombone ♥


26 de Julho de 2012, 17h15
Maria Esp. Santo, a chamar…

Jessica - Sim?
Maria Esp. Santo - Já falaste com a tia Orlanda?
Jessica - Ela esteve aqui, há bocado.
Maria Esp. Santo - E agora, ainda não falaste com ela?
Jessica - Não, porquê?
Maria Esp. Santo - Foi o José Trombone.
Jessica - O que é que aconteceu?
(Silêncio)
Jessica - O que é que aconteceu?!
Maria Esp. Santo - Aconteceu o pior.
Jessica - O pior, mas que pior?!
(Não queria acreditar no que ouvia)
Maria Esp. Santo - O pior…
Jessica - Eu não acredito!

Como sempre, e para não variar, comecei a chorar… Naquele momento só me apetecia sair daquela loja, só me apetecia correr, ir para bem longe! Larguei a vassoura e corri a chamar a minha mãe, quando cheguei ao pé dela ela questionou-me logo se eu já sabia e eu nem tive fala para confirmar, apenas cheguei-me perto dela e abracei-a, como se não houvesse amanhã! Estou em baixo, muito triste! Como é que uma pessoa pode encarar a vida de uma maneira positiva se estão sempre a acontecer desgraças à nossa volta? Não percebo, nem compreendo a calma de muita boa gente que para aí anda!
Como é que vai ser a minha vida sem ti, amigo? Não vai… A minha lista de pessoas importantes anda a ficar reduzida, muito reduzida! Ainda não cai em mim, a sério! Como é que é possível acontecer uma coisa destas? …
E agora, com quem é que eu vou pegar quando for ao café do Sr. Hélder? Preciso de ti, José! Preciso do teu sorriso, da tua boa disposição para alegrarem o meu dia!
No dia 29 de Junho, estavas bêbado e exageraste nas brincadeiras, mas eu não levei a mal… Sim, naquela altura fiquei assustada mas depois passou-me! Não passavas por mim sem me falar, não passavas por lugar nenhum sem deixar a tua marca, não passavas por ninguém sem sorrir! Simplesmente, não paravas de passar… estavas sempre lá, em todo o lado! E agora, por onde andas? :(
Para remediar as tuas brincadeiras, na festa da Calheta (7 de Julho) vieste falar comigo e pediste-me desculpa, pelos teus atos. Obviamente, disse que não havia mal nenhum, que já tinha passado. Nunca mais me esqueço do teu sorriso naquela noite! Estavas feliz, como que satisfeito por me teres encontrado. No dia seguinte, recebi uma chamada a dizer que tinhas sofrido um acidente de mota… Agora que já estavas estável, e que já nos tinhas aliviado parte da nossa preocupação, é que resolves ir embora? As coisas não são assim! Há gente que precisa de ti, eu preciso… e muito! :/
Não sei que fazer à minha vida… Que treta, sim?! Não serve de nada afeiçoarmo-nos a ninguém, não serve de nada gostarmos de alguém! Tudo isso acaba um dia, a realidade é assim!
Quero um mundo de fantasia, quero um mundo onde eu possa brincar aos casais felizes, quero um mundo onde ninguém conheça o significado de tristeza e de dor… Quero um mundo feliz!
Fica em paz, José. Estarás sempre presente, nunca te esqueças disso! :( :( ♥♥